Por Isah Sanson

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Eu sempre tive vontade de parar de escrever.

É sério… Ainda tenho. Algumas vezes essa vontade dá e passa. Outras vezes ela volta e demora pra ir embora… 

E eu parei… Inúmeras vezes. E voltei mais vezes ainda. O problema é que a vontade de voltar anda diminuindo. Dois motivos óbvios: preguiça, e essa briga constante no meu relacionamento com as palavras. Admito que isso desgasta qualquer relação. E eu sou preguiçosa, assumo. Mas, apesar de evidentes, esses não são os motivos reais.

São dois, também, mas outros dois. O primeiro é que eu não acredito no meu texto. Raramente gosto do que leio quando termino de escrever. E é aí que entra o segundo motivo, que na verdade é a falta dele. Ando desmotivada com a minha redação. Só com ela, um negócio bem pessoal mesmo.

Quer dizer… Por que eu deveria dar a cara a tapa quando um asiático que injeta soro direto na veia para estudar 4 horas a mais vai fazer um texto melhor que o meu? Pior: por que terminar meu livro se já há tantos bons escritores publicados com metade dos meus 20 e poucos anos? Por que insistir?

Às vezes até penso que é esse o erro. Insistência, quando deveria ser persistência ou dedicação. Vai ver é falta de talento, mesmo. Ou meu pai tem toda a razão quando diz que eu desisto rápido demais das coisas. Ou rola aquela paixão não duradoura, ou vira um amor de verão, que vai embora e me deixa assim, quase desolada, melancólica e dramática… E no mesmo lugar. Outras vezes penso que isso nunca vai acabar, como essa crônica mal escrita e inversamente a esse papel.

P.S: Acabei de digitar tudo que tinha escrito no rascunho e, adivinhem? Não gostei do que escrevi. Satisfação mandou um beijo.

  • 6 months ago
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Inspire-se. Respire. Transpire, antes que o tempo expire.

  • 10 months ago
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Carta extraviada

Tão poucas páginas não poderiam absorver tamanhos sentidos, mas de fato, me aliviam na ausência momentânea do teu colo. É das tuas mãos grandes que gosto, mais até que do teu riso frouxo. Tantos risos que ouvi, nenhum tão prazeroso quanto o teu. Tens algo de inocente no riso que me faz esquecer qualquer problema. Tens algo que me passa tanta veracidade no olhar, que me faz eu me sentir segura para planejar mil anos ao teu lado. Algo tão aconchegante no teu colo que me faz querer sempre correr pro teu abraço quando algo dá errado. É nesses detalhes que tu me ganha e eu me perco. Tua dose certa entre malícia e respeito foi o que te tornou tão atraente, e de caçadora eu passei a presa fácil em dois beijos. Nas tuas grandes mãos eu me entrego, e não esquece nunca que eu te amo, por mais graciosa que seja essa tua falta de memória.

  • 10 months ago
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Pra não balanizar, uso o ‘te adoro’ no lugar do ‘te amo’. Algumas pessoas entendem como ‘não te amo’, mas o certo seria ‘não te amo ainda, mas isso vai acontecer se vc deixar’.

  • 10 months ago
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Pra quem é feito de emoção, nenhum pingo de romantismo é pecado e melação é disperdício. Sinta com moderação.

  • 10 months ago
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Remar contra a maré; quando ultrapassa a perseverança, tolice é.

  • 10 months ago
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Coragem

Eu deito com o destino sem crer no que ele me diz. O cangote dele cheira a culpa e seu hálito tem gosto de mentira. Mesmo assim, eu deixo o perigo me fazer carícias.

  • 10 months ago
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Perdemos inteligência à medida que envelhecemos. E envelhecemos quando deixamos de nos divertir.

  • 10 months ago
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Feminismo sem causa.

Esse negócio de que sem barulho não se consegue nada me lembra um bigodudo que decidiu fazer barulho porque que o mundo deveria ser povoado somente pela raça ariana. Tá, comparar feminismo ao nazismo é forte, eu sei… Mas não é a causa que está sendo comparada. Na realidade, nem os métodos estão. Só expressei um ponto de vista - o meu, é claro. 

Vamos olhar por outro lado. Feminista luta por direitos iguais. Meio controverso para um grupo que divide o mundo entre “feministas e machistas”, não é mesmo? Se querem igualdade, as mulheres precisam se ver e, principalmente, agir igualmente. 

Você não vê homem chorando porque não pode dar a luz. Eles criam uma história que faz o espermatozóide ser tão importante quanto o parto e, pimba! Não temos mais o mérito exclusivo do nascimento. Fazer com que as pessoas enxerguem as mulheres como inferiorizadas e discriminadas não traz igualdade. É certo que não falar sobre estupro também não o faz sumir, mas aí já é outra causa. Vamos por partes. Pra haver igualdade, não pode haver feminismo e machismo. 

São pontos de vista extremos. Melhor: são ideologias extremas. Não precisa de toda essa extremidade. E, convenhamos: as mulheres não querem ser iguais aos homens, definitivamente. Nós queremos nos vestir como achar conveniente, falar o que calhar e ganhar o mesmo salário. Mas não queremos pagar a conta do jantar. Não queremos contribuir com a gasolina. Pra quê o salário igual, mesmo?

Ah, claro… Nós também temos gastos exclusivamente femininos. Cabelereiro, depilação, sapatos. Já pediu pro gato contribuir com o salão? Ué, qualé o problema? Ele nunca te pediu pra rachar a conta? E você ainda ficou ofendida, bobinha. Por que não faz igual? 

Viu só? Voltamos a estaca zero. Machismo é uma coisa que está mais implantado na cabeça das mulheres que dos homens. A guria quer sair com o cara, mas não é legal a menina ligar. Quer ir pra festa, mas só vai se ele vier buscá-la. Pagar o couver artístico, então? Só se o cara for um mané e não quiser pegar. 

OPA! PERAÍ, CACETA. Tá rolando uma venda, aqui. Se o cara quer, ele tem que demonstrar e investir. Quase como no puteiro, sabe?

Ah, aqui é diferente. Ninguém tá se vendendo. Nenhuma menina espera arranjar um marido que banque as contas da casa, do salão e dê cartão sem limites, né?! Sejamos sinceras, ok? Vocês vão me xingar, dizer que eu sou uma menina machista influenciada pelos costumes impostos há anos pela sociedade, falar que eu estou errada e que vocês também queimaram o sutiã pelo direito de trabalhar… Tu-di-nho da boca pra fora, porque no fundo, toda mulher acha que é mais importante que o homem, que deve ser bajulada, tratada como princesinha, respeitada e canonizada. Mas é mais bonito dizer que quer direitos iguais. Aham, tá bom. 

Direito de agir como homem todas querem, mas agir como tal, jamais, né?! Vamolá, sociedade… Esse discursinho tá velho demais. 

Você já viu homem ficar ofendido quando dizem que ele é um safado? Por que diabos as feministas ficam quando falam isso das mulheres? Não era pra deixar de ser sexo frágil, buscar a igualdade? Tsc, tsc. 

Ah, claro… ainda existem mulheres usando burcas e sendo vendidas a casamentos forçados no mundo. Aí sim temos um motivo para uma revolução, ok? 

Você, que banca a feminista mas não quer dividir a conta do motel onde transou com o cara que não quer que ninguém saiba (Por que, né? Se é pra ser igual, se orgulhe de mais uma foda, como eles), tem moral pra isso não, minha filha. Vamos nos preocupar com problemas maiores, como a religião que obriga as mulheres a usarem burca e os estupros. E não é com feminismo que vamos resolver essas questões. É com igualdade, que não está sendo praticada - tanto por homens quanto mulheres. Ficou ofendida? É porque alguma coisa do que eu escrevi pode fazer sentido. Dizem que a verdade dói. Que fique claro que a intenção não é essa, a de ofender. Tá claro que a intenção do texto é propor mais igualdade e honestidade nessas relações, mas tem gente que só quer mais motivo para se defender, né. Não custa avisar.

Então fica o reforço do meu ponto de vista: se querem igualdade, parem de se fazer de coitadinhas injustiçadas. Parem de agirem como feministas sem causa e busquem apoio de quem quer que seja para ajudar essas mulheres que realmente têm motivos para reclamar, seja essa ajuda masculina ou feminina. Ou então não se denominem feministas - deixem esse rótulo para quem realmente tem pelo que lutar. 

  • 10 months ago
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Fé na humanidade, não nas pessoas. Fé na ciência, não nos cientistas. Fé no amor, não nos casamentos. Fé na experiência, não na idade.

  • 11 months ago
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Bem vindo ao arquivo de bobagens que escrevo sem compromisso. O intuito é reunir as coisas não-profissionais que eu escrevo, mas não se acanhe: aqui também tem coisa profissa e indicações do meu trabalho. Enjoy!

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